Sandra


Terça
Seu nome é Irineu. Veio de conversinha. Dizendo que nunca viu mais bela. Que meu corpo é lindo.


Quarta
Que ousadia, Irineu. Passando a mão na minha bunda. Apertando. Esfregando sua pica nela. Na frente de todos.


Quinta
Batucada. Cachaça. Muito samba no pé. Como é lindo esse preto. Me beijou. Resisti. Espera um pouco.


Sexta
Estranho. Hoje ele não apareceu. Falta não senti. Mas nunca é bom perder a presa de vista.


Sábado.
Encontro marcado. Cervejinha. Um espetinho de carne. Outro de frango. Cheio de elogios. Me acariciou inteira. Espera mais um pouco.


Domingo
Fiquei em casa.


Segunda
Vai todo dia ao bar. Eu também. Vou por causa dele. Pensa que vou chupar seu pau. Pensa que vai meter em mim. Engano dele. Engano dele.


Terça
Prometi que de sábado não passa. Vai passar em casa para me pegar. O local, eu escolho. Entendo desse jogo.


Quarta
Ele conta os dias. Eu também. Está ansioso. Eu também, Irineu.


Quinta
Não fui ao bar.


Sexta
“É amanhã. Quero ver esse pau duro e grande me penetrar por trás.” Se eu deixasse, me fodia ali no bar. Chegou onde eu queria.


Sábado
Fui rápida dessa vez. A faca entrou logo abaixo do umbigo. Ele nem gozou.

1 comentários:

grazi shimizu disse...

morreu, o irineu. e eu achei ótimo.