...era vidro e se quebrou.

No começo era medo. Depois silêncio. Em pouco tempo estávamos em frente ao mar. Nunca ficou claro o que foi aqueles dias. Sem sentido. As brincadeiras. A cama desarrumada. Um lençol sujo. O suor. O gozo. Renata me traz frio. Por onde andará. Já são duas da amanhã. A garrafa de vinho me acompanha. Oito. Ou mais. Nove. Anos já se passaram, mas a imagem continua. Ela nua. Dançando. Me encarando. Assombração que me acompanha. Sim. Assombração. Ligo a TV. Desligo. Olho São Paulo pela janela. Vou até o quarto. Vejo Vanessa. Dormindo. Seus peitos me excitam. Chego mais perto. Consigo sentir a respiração. Tiro sua calcinha. Ela acorda. Começo a massagear o clitóris. Movimentos lentos. Movimentos circulares. Meto a língua. Sinto sua buceta sobre mim. Me lambuzo. Engulo sua secreção. Seu olhar me acalma, mas não me sacia. Busco teu cu com o dedo. Enfio. Cuspo. Meu pau entra. Gozamos juntos. Deixo-a na cama e volto para sala. Volto para a janela. Volto também para Renata. Nunca me arrependi. Simplesmente fui embora. Sim. Fugi. Queriam minha cabeça. Antes de ir, lembro de seu rosto pequeno. Delicado. Molhado. Lágrimas por mim. Ela sabia. Era o fim. Será que se lembra de mim? Já deve ter 20 anos.

1 comentários:

Maria Fulana disse...

Ler seus textos é sempre uma surpresa boa, um susto seguido de acalento. Comentar me parece um ato de solidão assistida.